Um homem é julgado por assassinato e sua esposa aparece como testemunha da acusação.

Um ladrão quando está na cadeia conta que escondeu com sua família o dinheiro que roubou. O colega de prisão, um psicopata disfarçado de pregador, se casa com a mulher dele e procura ficar amigo dos filhos, que escondem o segredo. Mas o pequeno casal de irmãos tem que fugir.

Uma jovem que roubou dinheiro de sua empresa, se perde na estrada e se hospeda no Bates Motel, onde é misteriosamente assassinada. A polícia e a irmã dela procuram por seu paradeiro.

Na cidade alemã de Dusseldorf, um psicopata ataca criancinhas. Os próprios marginais resolvem caçá-lo e julgá-lo. Para identificá-lo é escrito a letra “M” em suas costas.

Em uma festa de 1880, o Dr Caligari (Krauss), mostra a Cesare (Veidt), um sonâmbulo que prevê a um estudante que ele viverá até o amanhecer. Ele é realmente assassinado e um amigo acusa Caligari.

Gravidez complicada? Gravidez amaldiçoada, isso sim. Esta parece ser a chave do mistério que ronda a gravidez de Mia Farrow no conturbado e perturbador “O Bebê de Rosemary” do diretor Roman Polanski (O Pianista, Chinatown). Ao se mudar para um novo apartamento, Rosemary começa a desconfiar que há alguma coisa errada com seus vizinhos “atenciosos demais”. Logo, ela suspeita também que seu marido esteja compactuando com eles através de uma seita diabólica, que trará ao mundo o filho de lúcifer ou o próprio satanás na forma do filho que ela está esperando. Com clima pesado e trama aparentemente simplória, Polanski mergulha o telespectador em um mundo onde tudo é suspeito, desde os parentes próximos até os vizinhos. É, sem dúvida, um filme perturbador, além de uma das melhores obras do diretor.

Uma viúva descobre que está sendo perseguida por antigos amigos e parceiros do marido que desejam uma fortuna que acham que ela tem escondido em algum lugar.

Hello, Clarice! Esta é uma frase que ainda faz muitas pessoas se assustarem (especialmente as que possuem o nome da personagem em questão). Esta é outra jóia rara que também merece a cotação de 5 estrelas. Sob a direção de Jonatham Demme, Jodie Foster interpreta Clarie Starling, uma agente novata do FBI que tenta encontrar um maníaco psicótico que por ventura era cliente do Dr. Hannibal Lecter, outro psicótico e ainda por cima canibal (magistralmente interpretado pelo veterano Anthony Hopkins). Através de uma intensa investigação para chegar ao criminoso, que fará de vítima a filha de uma importante senadora, Clarice tenta resolver todos os quebra-cabeças propostos pelo Dr. Lecter: uma teia de aranha que desencadeia um jogo psicológico não só na mente da agente, mas também na cabeça do telespectador. O assassino… bem, se esta sinopse relatar a motivação do serial killer estaria estragando a premissa de todo o filme, sem falar naqueles que ainda não assistiram ao longa. Portanto, aqui vai uma pequena dica: ele tem como inspiração o símbolo da mariposa… porque será? O filme é um dos poucos que ganhou as cinco principais categorias do Oscar: filme, direção, roteiro adaptado, ator (Anthony Hopkins) e atriz (Jodie Foster).

Muitas pessoas não nadaram mais em águas profundas na década seguinte ao lançamento de “Tubarão” nos cinemas. Este foi um dos primeiros arrasa-quarteirões do ainda desconhecido diretor Steven Spielberg – que já mostrava ser bom de serviço. Quando um tubarão começa a atacar banhistas da pequena cidade veraneia de Amity, o sherife interpretado por Roy Scheider tenta fazer de tudo para que as pessoas se afastem da água, batendo de frente com autoridades locais, que vêem no mar e nos turistas toda a fonte de renda da cidade. Logo, o Sherife ganha o apoio de um oceanógrafo (Richard Dreyffus) que pretende estudar o animal e seu comportamento. Para completar o trio, surge o pescador rusguento Robert Shaw, que pretende capturar o “monstro-marinho” a todo custo. O filme é considerado como o primeiro blockbuster americano tendo estreado na década de 70 e arrecadado nada menos que 100 milhões de dólares. Através de jogos de câmera, uso de vários tipos de lentes, de um tubarão mecânico de oito metros e da trilha sonora de John Williams (que tornou mundialmente famosas duas notas musicais), Spielberg conseguiu subir os primeiros degraus de uma escada chamada fama, encabeçando futuras grandes produções e tornando-se referência no mundo dos efeitos especiais. A cena em que Roy Scheider vê uma pintura de um tubarão arrebentando um pequeno barco e ordena ao filho que saia imediatamente de um barco de mesma proporção é hilária.

Na época vitoriana, Miss Giddons (Deborah Kerr), uma governanta, é contratada para cuidar de um casal de crianças que vive numa mansão no campo britânico. E ela começa a ter visões de fantasmas que estariam influenciando as crianças. Esta é a melhor adaptação do livro clássico de Henry James A Outra Volta do Parafuso, sem dúvida um dos melhores filmes de terror de todos os tempos, senão o melhor.  Foi o diretor e produtor Jack Clayton (”O Grande Gatbsy”, “Almas em Leilão”) quem chamou o famoso Truman Capote para fazer o roteiro, já que haviam trabalhado juntos em “O Diabo Riu por Último” de John Huston. O filme foi rodado nos estúdios Shepperton, em 1961, e teve uma equipe técnica de primeira linha: foi montado por James Clark (que depois trabalharia em “A Missão”, “Os Gritos do Silêncio”), que fez um brilhante trabalho, música do francês George Auric que ficou famoso pela trilha musical de “A Bela e a Fera” de Jean Cocteau, além da excepcional fotografia de Freddie Francis (”O Homem Elefante”). E o resultado foi uma obra-prima do terror psicológico, capaz de provocar arrepios de medo, mas que nunca apela para o susto fácil. É uma fita de extrordinário clima e envolvimento, que chegou a ser refeito para a TV com Ingrid Bergman e Lynn Redgrave, depois, novamente para o cinema com Patsy Kensit e, em 2000, com Lauren Bacall e serviu de inspiração para Alejandro Amenábar, em 2001, em seu “Os Outros”. Porém, a mais famosa foi o prólogo dirigido Michael Winner: “Os Que Chegam com a Noite”, 1972, com Marlon Brando. Mas nenhum deles se compara com este filme que traz também uma das melhores interpretações da sempre excelente Deborah Kerr (1921-2007), que interpreta  a goveranta. Enfim, um filme surpreendente e que melhora a cada revisão.